O declínio da mídia tradicional resumido em 1 infográfico

Em 4 anos, a receita dos jornais norte-americanos com publicidade caiu 44,24%. Entre 2007 e 2010, 13,500 jornalistas foram para o olho da rua.

Grandes redes de livrarias fecharam as portas e locadoras de vídeo entraram em extinçao. Esses sao alguns dos maus bocados que a mídia tradicional tem enfrentado nos últimos tempos – saiba mais sobre essas transformaçoes e suas implicaçoes – inclusive para a internet – no infográfico abaixo.

Fonte: BlueBus

Uma canção de amor à internet… Oh internet!

Hannah Hart é uma vlogueira famosa nos EUA por fazer um vlog chamado My Drunk Kitchen que, como o próprio nome sugere, ela cozinha coisas enquanto está bêbada.

Dessa vez ela resolveu largar o ácool pra fazer essa canção muito foda de amor pela internet. O vídeo na verdade era o protesto dela contra o SOPA, mas acabou se tornando algo maior.

 

Fonte: YouPix

Anonymous promete “Março Negro” na internet

Grupo planeja uma série de ações em protesto ao SOPA, PIPA e ACTA.

(Fonte da imagem: Isape)

O mês de março promete ser tumultuado na internet. O Anonymous está convocando todos os adeptos da ideia a participar de uma série de protestos durante todo o mês, tanto no mundo virtual quanto no mundo real.

A proposta é que durante os 31 dias as pessoas não comprem jornais e revistas, não baixem músicas, legal ou ilegalmente, não comprem livros, não assistam a filmes no cinema e evitem comprar jogos e DVDs.

O intuito da “Operação Março Negro” é causar um impacto na indústria de entretenimento, de forma a protestar contra as propostas do SOPA, do PIPA e do ACTA. A ação deve ter escala mundial e mais detalhes sobre a iniciativa serão revelados ao longo do mês.

Fonte: Tecmundo

Conheça a Lei Azeredo, o “SOPA” brasileiro ou “AI-5 digital”

Preste muita atenção em quem é a favor e quem é contra.

Nosso voto é nossa “arma”!

Projeto que está tramitando desde 1999 visa regulamentar os crimes virtuais e pode impactar diretamente no seu cotidiano.

Deputado Eduardo Azeredo. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Nos últimos dias, você deve ter lido muita coisa a respeito dos projetos de lei norte-americanos batizados de SOPA e PIPA. A discussão se estendeu durante todo o mês de janeiro e, na semana passada, grandes empresas da internet fizeram uma série de protestos, se mostrando contrárias à aprovação.

A pressão popular acabou funcionando e a votação dos projetos foi adiada por tempo indeterminado. Entretanto, para aqueles que imaginam que as propostas de regulamentação e criminalização do tráfego na web foram deixadas de lado, é melhor ficar atento ao que está acontecendo em outros países, inclusive no Brasil.

Uma lei similar e muito mais abrangente está em discussão na Europa. Batizado de ACTA, o acordo internacional é liderado por um grupo de países que inclui EUA, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia e prevê leis mais rígidas para defesa dos direitos autorais e combate à pirataria.

Entenda a Lei Azeredo

Embora segundo o Itamaraty o Brasil já tenha se manifestado contrário à assinatura do ACTA, isso não significa que não haverá nenhum tipo de regulamentação por aqui. Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional desde 1999 — e está parado na Câmara dos Deputados há pelo menos três anos — visa tornar crime 12 tipos de ações praticadas na internet.

Trata-se do projeto de Lei nº 84/1999, que popularmente ficou conhecido como “Lei Azeredo” em razão de ter sido proposta pelo ex-senador e atualmente deputado Eduardo Azeredo (PSDB – MG). Atualmente, não há nenhuma lei específica para monitorar crimes do gênero.

Entre as ações propostas por Azeredo, a destruição de dados eletrônicos de terceiros, o acesso e obtenção de informações em sistemas restritos sem autorização e a transferência não autorizada de dados ou informações particulares se tornariam crime, passíveis de prisão e multa.

Texto alterado

Inicialmente, o texto do projeto era mais abrangente e, por conta disso, ambíguo. Pelo texto inicial, a gravação de um CD com arquivos que infringem as leis de direito autoral seria considerada crime. Contudo, o autor garante que dúvidas dessa natureza foram eliminadas e o projeto hoje se tornou mais específico.

Durante o debate sobre o projeto norte-americano, o assunto da lei brasileira voltou à tona e internautas contrários à aprovação da Lei Azeredo classificaram a proposta como o “AI-5 digital”, numa referência ao ato que reduziu liberdades individuais durante a ditadura militar.

Apesar de o tema novamente estar em pauta, ainda não há previsão de quando o projeto será votado na Câmara dos Deputados. Confira o que viraria crime caso o projeto de Lei nº 84/1999 fosse aprovado:

  1. Acessar um sistema informatizado sem autorização.
  2. Obter, transferir ou fornecer dados ou informações sem autorização.
  3. Divulgar ou utilizar de maneira indevida informações e dados pessoais contidos em sistema informatizado.
  4. Destruir, inutilizar ou deteriorar coisas alheias ou dados eletrônicos de terceiros.
  5. Inserir ou difundir código malicioso em sistema informatizado.
  6. Inserir ou difundir código malicioso seguido de dano.
  7. Estelionato eletrônico.
  8. Atentar contra a segurança de serviço de utilidade pública.
  9. Interromper ou perturbar serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou sistema informatizado.
  10. Falsificar dados eletrônicos ou documentos públicos.
  11. Falsificar dados eletrônicos ou documentos particulares.
  12. Discriminar raça ou de cor por meio de rede de computadores.

Fazem parte da mesa diretora Bruno Araújo (PSDB/PE), Antonio Imbassahy (PSDB/BA), Ruy Carneiro (PSDB/PB) e Silas Câmara (PSC/AM). Dos quatro que compõem a mesa, três são do PSDB, mesmo partido do autor da lei (o deputado Eduardo Azeredo, do PSDB mineiro).

Neste mesmo dia, dois dos principais opositores ao projeto, Luiza Erundina (PSB/SP) e Emiliano José (PT/BA), estarão fora da Câmara e não participarão da votação.

“É no mínimo estranho que o PL esteja em pauta justamente no dia em que dois de seus maiores opositores não estarão em Brasília. Eu não duvido que seja proposital”, diz o jurista Paulo Rená, um dos fundadores do movimento Mega Não, contra o PL, e pesquisador da lei de cibercrimes.

A Lei Azeredo, que tipifica cibercrimes no País, é considerada restritiva demais à liberdade na web. Um dos principais pontos criticados é que ela prevê a guarda de dados de navegação do usuário pelo prazo de três anos — isso poderia prejudicar o anonimato na internet e incentivar o vigilantismo de provedores sobre os usuários.

Fontes: TecMundo & Estadão

Manifestantes contra ACTA fazem abaixo-assinado mundial para impedir aprovação da lei

Os internautas estão preocupados com outra lei que pode acabar com a distribuição de conteúdos não autorizados na Internet:o ACTA, Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acordo Comercial Anti-Contrafação).

Manifestante fazem abaixo-assinado contra outra lei que pode proibir compartilhamento de conteúdo na internet (Foto: Divulgação)

O ACTA é um acordo global, que não deve contar com o apoio do governo brasileiro. Este acordo pode permitir que corporações censurem conteúdos distribuídos pela Internet. O ACTA cobriria inicialmente os Estados Unidos, União Europeia e outros nove países, e então se expandiria para o resto do mundo.

Se aprovado, o ACTA pode proibir o compartilhamento de um artigo de jornal ou de enviar um vídeo que possua uma música com direitos autorais.

Segundo os manifestantes, o acordo é negociado secretamente por alguns países e por corporações, que poderiam policiar as movimentações dos internautas e até decretar a prisão de alguns.

O movimento anti- ACTA começou com uma campanha para conseguir pelo menos 500 mil assinaturas contra o projeto, que está em tramitação em alguns parlamentos de países da comunidade europeia e de outros países. O abaixo-assinado é organizado pela ONG internacional Avaaz e deverá ser entregue em Bruxelas, na Bélgica, pouco antes da votação da ACTA.

Vale lembrar dos projetos de lei, SOPA e PIPA, que visam combater a pirataria na internet que foram retirados da pauta do congresso dos Estados Unidos.

Se o FBI pode fechar sites, para que serviriam as leis antipirataria?

Internautas consideram ação contra o Megaupload uma represália contra o adiamento do SOPA. Governo nega relação entre as duas coisas.

Instantes depois do anúncio do fechamento do site Megaupload, milhares de manifestações na web classificavam a ação como uma represália ao adiamento da votação do SOPA, projeto de lei norte-americano que estava em trâmite no Senado.

Apesar da aparente relação, os órgãos governamentais negam o fato. O caso do Megaupload possui alguns agravantes além das denúncias de violação de direitos autorais — seus proprietários são acusados de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Coincidência ou não, o fato é que o fechamento do Megaupload teve repercussão direta entre os sites de compartilhamento de arquivos. Temendo ações judiciais, diversos deles estão deletando arquivos, suspendendo contas com conteúdo ilegal ou ainda bloqueando IPs.

Assim, mesmo com o SOPA sendo adiado, muitos internautas se perguntam: que diferença fez o protesto de gigantes como a Google e a Wikipédia se, na prática, o governo federal pode, da maneira que bem entender, fazer valer as suas vontades?

Fonte: Tecmundo

Fantasma do SOPA ainda vive, e agora se chama ACTA

Acordo internacional assinado em segredo prevê leis mais rígidas para defesa de direitos autorais e combate à pirataria.

No último final de semana, enquanto o mundo respirava aliviado após o arquivamento do SOPA, um grupo de países que inclui o Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia assinou o ACTA. O pacote que também prevê leis mais rígidas para defesa de direitos autorais e combate à pirataria é menos abrangente que a lei americana, mas igualmente incisivo.

Tomando apenas o lado dos detentores e criadores de conteúdo, o Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acordo de Comércio Anti-Pirataria) estipula que os países signatários criem leis nacionais mais rígidas, que garantam a retirada de conteúdo ilegal da internet. Para isso, a privacidade de usuários pode ser invadida e o infrator pode se ver obrigado a ressarcir parcelas de lucro, além de receber multas e penas legais.

O ACTA também aumenta a gravidade de crimes como a gravação de imagens a partir de telas de cinema ou a quebra de mecanismos de DRM, que garantem a legitimidade dos conteúdos executados pelos usuários. A vigilância na distribuição física de conteúdo pirateado também seria intensificada.

Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o ACTA é um segredo de segurança nacional. Isso explica o porque o projeto seguiu – e continua correndo – em segredo, com partes de seu texto sendo liberados por meio de vazamento na internet. De acordo com especialistas, o pacto pode ser empurrado para os países mais pobres em troca de vantagens comerciais.

Segundo o Itamaraty, o Brasil não assinará o ACTA. De acordo com Kenneth Félix Haczynski, diretor da Divisão de Propriedade Intelectual do órgão, o pacto tem pouca legitimidade por ter sido negociado de forma restrita. Segundo ele, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o acordo não deve ser importo ao nosso país.

Fonte: TecMundo

SOPA e PIPA foram retiradas da pauta do congresso americano

No ano passado os projetos de lei SOPA e PIPA foram sugeridos no congresso americano. Elas acabaram recebendo bastante atenção da mídia por causa da censura prévia e estado de vigilância que ela sugeria aos provedores americanos. E devido às duras críticas que os projetos receberam, eles foram retirados de pauta do congresso e não vão mais ser votados.

Projetos de lei "SOPA e PIPA" são retirados da pauta do Congresso Americano (Foto: Reprodução/arstechnica)

O primeiro a ser arquivado foi o PIPA, que seria votado no dia 24 desse mês. O líder do senado americano, Harry Reid, disse que o projeto não seria votado do jeito que estava sendo proposto. Pouco depois, o principal idealizador do SOPA, Lamar Smith, abandonou e arquivou o projeto, dizendo que ele precisava ser revisto.

As duas foram arquivadas um dia depois de um enorme protesto organizado por grandes sites como o Google, Wikipédia e Reddit. Alguns deles retiraram suas páginas do ar como forma de sensibilizar seus usuários sobre o problema. A tática parece ter funcionado.

A ideia dos projetos, no entanto, podem aparecer novamente na forma de uma nova lei. Mas por causa da péssima impressão que a SOPA e PIPA causaram na Internet, dificilmente veremos elas saírem dos arquivos.

Fonte: arstechnica

Brasil registra 159 ataques em 24 horas

O Brasil entrou na rota dos piratas da internet. Sites brasileiros sofreram, nas últimas 24 horas, 159 ataques, de acordo com o monitor da web em tempo real da consultoria Akamai.

Hackers fazem um movimento mundial para derrubar páginas da web como forma de protesto contra ações do governo dos Estados Unidos de conter a pirataria na internet, como o fechamento do Megaupload, maior site de compartilhamento de dados do mundo.

O grupo Anonymous no Brasil informou ter feito ataques durante a madrugada a domínios que pertencem ao governo do Distrito Federal, o df.gov.br. Por volta do meio dia, no entanto, o site institucional funcionava normalmente.
Outro grupo hacker, o Ghost of Threads, assina a invasão ao site da cantora Paula Fernandes, da gravadora Universal Music. O site internacional da gravadora, aliás, também está inacessível desde sexta-feira. A página da cantora ficou fora do ar até por volta das 13 horas e trazia uma mensagem em inglês dos invasores: “Se o Megaupload caiu, você também caiu.

Grupos hackers vêm promovendo uma série de ataques na última duas semanas. Na noite de sexta, os piratas invadiram a página da presidência da França, que agora voltou ao normal. Na quinta-feira, eles derrubaram o site do Departamento de Justiça norte-americano, ao qual está vinculado o FBI. O órgão de investigação tirou do ar o Megaupload e prendeu o fundador da empresa, Kim Schmitz, por violação às leis norte-americanas antipirataria.

De acordo com o monitor da Akamai, os países onde houve maior número de ocorrências nas últimas 24 horas, foram os Estados Unidos (335), Taiwan (218), Rússia (180) e China (168). Em seguida vem o Brasil. Na Europa, foram 280 ataques.

Entenda o caso – A discussão sobre o combate à pirataria na internet se intensificou nas últimas duas semanas nos Estados Unidos, por causa de propostas de nova legislação sobre o tema e da ação do FBI, em parceria com a polícia da Nova Zelândia, para fechar o Megaupload.

A ofensiva contra os piratas desencadeou dois tipos de resposta. Os gigantes do mundo digital, como Google e Facebook, se disseram simpáticos às medidas antipirataria, mas ponderaram que é importante impedir que novas leis extrapolem esse objetivo e se tornem ferramentas de cerceamento da internet, ao mudar a lógica e a arquitetura da rede. A pressão fez com que dois projetos sobre o assunto, os já célebres Sopa e Pipa, fossem retirados da pauta do Congresso americano.

De outro lado, grupos hackers, contrários a qualquer tipo de controle, lançaram mão de suas tradicional arma, a invasão de sites. Nesse caso, contudo, o discurso “libertário” não faz mais do que dar suporte a uma atividade criminosa.

Fonte: Revista INFO

A ilusão de escolha

Esta semana o mundo todo só falou em SOPA e PIPA, até mesmo a Luiza que estava no Canadá estava inteirada do assunto quando chegou no Brasil, pois é um assunto de proporção global.

Algumas pessoas acham que isso não é tão importante assim, ou porque vivem em uma bolha, onde as leis desse planeta não lhe afetam, ou poque você é da família da Luiza e ta ganhando muito dinheiro com as vendas de apartamentos de luxo na Paraíba, ou porque estava mais preocupado em saber do BBB.

Nós explicamos detalhadamente do que se trata o assunto e fizemos uma cobertura bem detalhada dos acontecimentos.

Nós somos um blog pequeno e independente. As opiniões expressas aqui são pertencentes a Marcela F. Artusi que geralmente escreve mais sobre cinema e artes, e a mim (Thiago Gamito) que sou um maníaco por compartilhamento de conhecimento e cultura.

Mas em geral não é isso que acontece na maioria dos veículos de comunicação na mídia. Os gigantes da mídia acabam por muitas vezes comprando outras empresas para aumentar sua penetração de mercado em diversas vertentes de mídia. E assim formam gigantes conglomerados de mídia.

Então eu me lembrei de ter visto no ano passado no Update or Die um infográfico muito interessante sobre a consolidação das mídias e a ilusão de escolha.

Então eu acho muito legal ver quais empresas apoiam a SOPA e a qual conglomerado elas pertencem.

Lembre-se que compartilhar uma imagem no seu facebook pode até ser uma forma de protesto, mas um boicote às empresas que apoiam a SOPA, afetam as empresas financeiramente, e as fazem perder força ou mesmo mudar seu posicionamento político.

Acompanhem o infográfico:

Obviamente o infográfico tem informações sobre a mídia nos Estados Unidos, mas como você pode perceber, mais da metade dessas empresas estão presentes no nosso dia-a-dia também.

Assustador não?

%d blogueiros gostam disto: