Consumo x Consumismo

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Diferenças a parte, os dois termos se confundem. Não há nada de errado em consumir, afinal seres humanos são consumidores desde sempre. Consumismo é o que a maioria dos meios de comunicação estimulam. Afinal a sociedade do consumo é na verdade a sociedade do consumismo. Pensemos: quantos produtos queremos ter mas não temos? Quantas marcas desejamos? Preferimos ter ou ser….

Tudo é temporário, líquido.

Momento filosofia.

Revisitei alguns textos e livros neste fim de semana e me deparei com o mestre Zygmunt Bauman, pensador contemporâneo de 85 anos e com a mente focada nas questões do homem.

Segundo Bauman Tudo é temporário. É por isso que sugere a metáfora da “liquidez” para caracterizar o estado da sociedade moderna, que, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de manter a forma.

Nossas instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades “auto-evidentes”. É verdade que a vida moderna foi desde o início “desenraizadora” e “derretia os sólidos e profanava os sagrados”, como os jovens Marx e Engels notaram. Mas, enquanto no passado isso se fazia para ser novamente “reenraizado”, agora as coisas todas – empregos, relacionamentos, know-hows etc.- tendem a permanecer em fluxo, voláteis, desreguladas, flexíveis.

Num mundo com excesso e pouco ao mesmo tempo, não podemos fugir do consumismo e das ilusões, mas acredito que é importante, ao menos, estar consciente.

Para saber mais leiam o ótimo “Vida para Consumo – A transformação das pessoas em mercadoria.”

Abaixo disponibilizo uma entrevista sensacional com Bauman. Aproveite.

A cadeia de (DES)consumo

Numa cadeia desenfreada de consumo nos preocupamos com nossos desejos. As necessidades básicas. Nem lembramos. O que importa é o desejo. O modelo de negócio do mercado é baseado em EXTRAÇÃO – PRODUÇÃO – CONSUMO – DESCARTE, num ciclo que tem fim. Onde é o fim? O fim é no planeta!O novo modelo pede a extração (PLANEJADA) – produção (SOB DEMANDA) – consumo (CONSCIENTE) – e ao invés de descarte – REAPROVEITAMENTO – REÚSO.Tão simples como tão complexo. Não quer dizer para parar de produzir, parar de consumir e de desejar. Mas o novo modelo pede um fator fundamental: inteligência. Para pensar antes de agir.Pense nisso! Quais são as suas opiniões sobre esta cadeia de consumo e a relação das pessoas com produtos, serviços, marcas? Até que ponto podemos chegar?

Pensei nisso ao rever  “Ilha das Flores”, o impactante documentário de Jorge Furtado sobre as relações de consumo e produção, cujo link disponibilizo logo abaixo. Enjoy it.

Viagem de Férias no Espaço? Será que é viagem?

Gostei deste texto que reproduzo parcialmente abaixo e minha análise ao final. Espero que gostem!

Você gostaria de viajar ao espaço? Se respondeu que sim, saiba que não é o único. Um levantamento mostra que 60% dos americanos e 70% dos japoneses estão interessados em viagens espaciais.

“Eu prevejo que as pessoas estarão voando através do espaço de forma rotineira em suas férias”, diz Pete Conrad, o homem por trás da primeira aterrissagem na superfície lunar. Ele estima que em algumas décadas os consumidores médios terão acesso ao espaço com a mesma facilidade que realizam suas viagens de férias atualmente.
Mas nem todos estão otimistas com relação ao futuro do turismo espacial. John Pike, da Federação dos Cientistas Americanos acredita que questões ligadas aà segurança e aos custos fazem do turismo espacial um empreendimento arriscado, mas não impossível. Os riscos de morte são de uma em cem numa nave espacial e de uma em um milhão em um avião de passageiros. 

Quando achamos que não há mais necessidades a serem satisfeitas, analogias a parte, pensem que o céu é o limite. Há 50 anos as pessoas não imaginavam que viagens por baixo da terra ou voos transcontinentais fossem possíveis. Era visto como coisa de louco. Ainda bem que há loucos no mundo pensando em como atender nossas ansiedades mais inconscientes.

Veja esse vídeo e pense em como a empresa Virgin está conectada ao futuro e planeja ser a primeira companhia a oferecer o serviço de férias no espaço!

Miopia de marketing (ou cegueira mesmo)

Frequentemente nos deparamos com erros inacreditáveis nas nossas empresas. Empresas renomadas com reputação acima da média também recorrem nos mesmos equívocos. Atualmente qualquer erro é repercutido com a velocidade de um piscar de olhos e com a força multiplicadora de todos os consumidores e olhos atentos ao mercado.

Vejam este vídeo que mostra bem que tudo que chega não é pra ficar, ou seria o contrário?

Comportamento do consumidor

Muito teoriza-se sobre os aspectos do comportamento do consumidor. Será que é possível teorizar sobre comportamento humano? Claro que, em regra, qualquer modelo baseia-se em estímulo-resposta e como que cada indivíduo direciona suas atitudes.

Se é verdade que cada indivíduo tem suas características, é bem verdade que cada um pode mudar suas perspectivas a todo momento. Fundamental então entender o quão influenciáveis são as pessoas por conta da cultura na qual vivem.
Vamos pensar: quantas vezes já mudamos de opinião? Quantas vezes já deixamos de decidir? Como uma empresa pode controlar esse tipo de especificidade?
Hoje é mais complexo ainda, tendo em vista que nosso relacionamento com o mundo é multi-facetado e diversificado. A empresa que estiver inserida neste contexto talvez tenha mais êxito.

Gosto desta fala de Philip Kotler, com relação a estratégia do Oceano Azul, instigando o espectador para sua leitura.

Excelente análise sobre o excelente Show de Truman

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Nos noticiários de televisão preste atenção à regularidade com que notícias veiculadas são derivadas de câmeras de segurança instaladas em prédios, vias públicas, repartições governamentais, empresas, elevadores… Repare também que a disseminação dos telefones celulares com câmeras é um dos recursos que tem abastecido os jornais da TV e da internet. Na realidade o fenômeno da postagem de vídeos popularizado principalmente a partir do advento doYouTube faz com que cada vez mais as mídias tradicionais recorram à internet na busca por vídeos que venham a compor seus programas. E isso não ocorre só com os noticiários, estas publicações espontâneas e amadoras ganham espaço em programas de auditório, de esportes, de entrevistas, em humorísticos…

George Orwell, escritor inglês que se notabilizou a partir da publicação de clássicos como “A Revolução dos Bichos” e “1984”, já previa a proliferação das câmeras pela sociedade. E ia além disso, pois compreendeu ainda nos anos 1950 que o uso acentuado deste recurso poderia ser ostensivo e que, de algum modo, iria atentar contra as liberdades individuais e a própria espontaneidade das pessoas. Cerceadas por câmeras, que poderiam ter imagens gravadas e utilizadas contra si, as pessoas teriam que agir dentro dos conformes ditados pela sociedade, empresas, governos e todo órgão representativo que de algum modo tivesse autoridade sobre elas.

Outro elemento cultural clássico que resgata este controle se disseminando socialmente a partir de câmeras instaladas aqui, lá, acolá e em qualquer canto do mundo é “Brazil, o filme”, de Terry Gilliam. Novamente a opressão ganha forma a partir do momento em que as câmeras acompanham as pessoas em todos os passos que dão. Seja em casa, nas ruas, no trabalho ou no lazer há sempre algum olho eletrônico bisbilhotando suas ações e, mesmo, escutando o que você diz. O pior é que tudo isso pode ser usado contra você. A favor também, mas cabe ao controlador das imagens definir se assim o fará ou se omitirá partes que sejam convenientes para sua defesa e extrapolar na exposição de trechos recortados que o coloquem em situação difícil.

“O Show de Truman” (1998), realizado por Peter Weir (diretor de “A Testemunha” e “Sociedade dos Poetas Mortos”, entre outros) e estrelado por Jim Carrey, é também uma produção cinematográfica que elabora ao longo de seu desenvolvimento, apesar do tom aparentemente cômico, severa crítica ao Big Brother (expressão esta que foi criada por Orwell para designar o governo autoritário que por meio das câmeras monitorava seus cidadãos) que cada vez mais impera no planeta.

Tendo em vista que a própria terminologia Big Brother foi desprovida de sua conotação crítica inicial, dada por Orwell em “1984”, e considerando-se que tenha virado show televisivo em que pouco mais de uma dezena de participantes vive em uma casa durante aproximadamente 3 meses sendo constantemente monitorados e em disputa por prêmio milionário, é preciso resgatar Truman e pensar a respeito desta relação de proximidade com o olho eletrônico que é cada vez mais presente.

O sentido do termo privacidade, trazido a nós pelos dicionários, elucida que se trata da intimidade, do necessário e fundamental espaço para que tenhamos nossas particularidades respeitadas, sem que qualquer tipo de olhar alheio intimide. Isto não quer dizer que a privacidade seja o espaço básico e vital onde podemos fazer tudo o que quisermos e que, assim sendo, possamos, por exemplo, burlar leis, a moral, os princípios éticos, a cidadania e, principalmente, o respeito ao próximo, ao outro.

Espera-se que a família, a educação, o trabalho, a convivência social em todas as suas esferas seja capaz de orientar os atos das pessoas para que, desta forma, mesmo em sua intimidade e privacidade, sejam capazes de agir de forma correta, socialmente aceita e que não cause repercussões negativas para quem quer que seja.

“O Show de Truman” é um filme caricato, que busca ser sensível a ponto de comover o público em relação à história de um homem que nasceu num mundo de faz de conta, em um imenso estúdio de televisão no qual todos são atores, exceto ele. A hiperexposição às câmeras é ingrediente fundamental na história. A interpretação como elemento de relação humana basilar é outra característica presente o tempo todo. Como em cena, no que deveria ser simplesmente a vida de Truman (Jim Carrey), todos os participantes, exceto o protagonista, cumprem roteiros pré-estabelecidos, assumem papéis que lhes foram designados por um ou mais roteiristas e não têm escolha quanto às falas que trazem diante das câmeras e são vistas por milhões de telespectadores.

A esposa de Truman o ama diariamente diante de todo o público que acompanha a vida de seu marido desde o seu nascimento. Esse amor, assim como todo o romance prévio que os encaminhou para a vida conjugal foi previsto pelos escritores que foram concebendo a trajetória do astro do show. Estrela de TV que nem sabe ser esta a sua principal razão de existência. Assim como a esposa, os amigos, os colegas de trabalho, os comerciantes, as pessoas que andam pelas ruas e tudo o mais são impostores para Truman. O problema é que ele não sabe de nada disso e, sendo assim, aquela é a vida como ela é, ao menos para ele.

Quando realizamos a transposição de sua história para os dias de hoje, em que o monitoramento das pessoas é cada vez maior, não apenas pelas câmeras, mas também pelos computadores, através dos hábitos de consumo, por extratos bancários, nas redes sociais e/ou em qualquer tipo de informação que possa ser rastreada, é possível fazer a analogia com Truman.

Até mesmo quanto ao fato de que as pessoas assumem papéis diante dos outros e que, mesmo nós, assim o fazemos tantas vezes. Nas redes sociais, por exemplo, quantas pessoas diariamente, pelo mundo afora, apregoam perfis que não são realmente condizentes com o que pensam, com a vida que levam, com as atitudes que tem?

O ‘Câmera Brother’, que não é tão “brother” assim, pois assiste em busca de falhas, imperfeições, defeitos e erros que todas as pessoas certamente têm ou cometem, está logo ali, no corredor ou no elevador a lhe monitorar. E se rimos de videocassetadas que se disseminam pelas redes de TV ou na web, ao mesmo tempo temos que nos dar conta de que há o outro lado da moeda, aquele no qual as imagens não são cômicas e sim trágicas e dramáticas.

Se por um lado as imagens podem também contribuir para a sociedade, pela identificação de pessoas que não respeitam as leis (como nos casos de corrupção filmados e trazidos a público e que demandam ações judiciais contra os infratores) ou ainda por conta do rastreamento de ações de violência e vandalismo, somente para ficar nos casos mais evidentes de contribuições trazidas pelos olhos eletrônicos onipresentes, o que se faz necessário é saber até onde vai a invasão de privacidade que assola ambientes públicos e privados e como se deve regular esta exposição demasiada e invasiva.

A vida humana não pode ser devassada da forma como acontece em “O Show de Truman”. A ficção ali não é inspiradora no sentido das ações que diretores, técnicos, roteiristas e telespectadores assumem quanto à vida de um pobre homem, inocente quanto a todo o circo que o rodeia.

É nesta seara que a escola precisa e pode pensar “O Show de Truman”. Há outras, é claro, mas questões elementares relacionadas aos direitos individuais dos cidadãos, previstos em leis existentes no Brasil assim como em outras nações, tornam-se fundamentos a serem conhecidos para que os estudantes de hoje e de amanhã se posicionem quanto à violação de seus mais elementares instrumentos de cidadania. A preservação da identidade, dos valores, das preferências políticas, das bases éticas e morais, da cultura original e de tudo que se refere ao ser em sua essência não podem ser devassados pelos olhos eletrônicos do Grande Irmão.

Na era da internet, boca a boca ainda é melhor propaganda

Publicitários – atentai!

Pesquisa mostra que consumidor desconfia de anúncios enviados por SMS ou de banners veiculados em sites. verdade? nem desconfiava (por mim mesmo).

Fonte: Estadão – 23 de abril de 2012 | 3h 07

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A empresa de pesquisas Nielsen fez um estudo mundial para descobrir em quais meios de comunicação a publicidade é mais ou menos confiável. Dezenove veículos – do tradicional boca a boca ao anúncio via mensagem de celular, incluindo propaganda em jornal, em revistas, em TV ou em banners de internet e filmes no YouTube – foram analisados. No topo da lista não há muita novidade. A recomendação de pessoas conhecidas, a opinião de consumidores publicadas online e o conteúdo editorial em artigos jornalísticos foram os meios que tiveram maior aprovação, em termos de confiança. A surpresa está nas últimas posições do ranking.

A campeã de rejeição é a propaganda com imagem via mensagem de celular: 71% das 28 mil pessoas de 56 países que responderam à pesquisa disseram não ter nenhuma confiança a esse tipo de propaganda. A mensagem por celular só com texto vem em seguida, com 67% de rejeição. O mesmo porcentual têm os banners em sites de internet. Anúncios em redes sociais e vídeos de propaganda online ficaram, ambos, com 64% de desconfiança.

“Para o consumidor, esse tipo de propaganda é invasiva e por isso ele não gosta e, se não gosta, não acredita”, explica Claudio Czarnobai, analista de mercado da Nielsen.

Rápido e fácil. Para deixar de ser invasiva, a propaganda precisa focar em conteúdo de informação, diz Allan Barros, sócio da Fischer & Friends. “O mercado ainda não está preparado para trabalhar centrado na informação. Ainda é focado na plataforma. E, para o consumidor, tudo que vem muito rápido e fácil, como um banner de internet, gera desconfiança”, explica.

Especialistas da Harvard Business School foram mais fundo no assunto e usaram um aparelho que escaneava com infravermelho a direção do olhar de consumidores enquanto viam anúncios de internet. Descobriram que quanto maior o logo do produto ou da empresa no anúncio, mais rápido a pessoa desviava o olhar dele.

“O consumidor tolera cada vez menos a interrupção”, afirma Marcelo Tripoli, presidente da agência iThink. “O grande pulo do gato para a propaganda é atrair atenção para um anúncio oferecendo conteúdo de interesse”, acrescenta.

No ranking da Nielsen, a recomendação de pessoas conhecidas é confiável para 92% dos pesquisados. Esse porcentual foi o que mais cresceu em relação a 2007, ano da primeira versão do estudo, com avanço de 18%. “Isso acontece porque, por meio das redes sociais, as pessoas estão mais conectadas”, afirma Czarnobai. “Antes, elas pediam opinião de amigos para comprar bens como uma casa ou um carro. Hoje, com as redes, pedem ajuda até para comprar achocolatado”, acrescenta Tripoli.

O desafio da propaganda, segundo ele, é fazer com que um produto, uma marca ou um anúncio gere assuntos interessantes para o consumidor, que consequentemente irá comentar sobre o tema. “Há um século, o Guia Michelin fez isso. O fabricante de pneus resolveu fazer um guia mostrando lugares para conhecer na França. Mas a intenção era fazer com que o consumidor saísse de casa de carro e gastasse pneu.” /L.C.

Para aproveitar…

Para aproveitar o clima do dia, saudosa campanha de Páscoa

Mas que raios é Design Thinking?

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Vamos encarar os problemas de outra forma? O fundamento de qualquer projeto de propaganda ou não é que há um problema. E nós pensamos da mesma forma pra resolvê-lo. Como dizia alguém chamado Einstein “é impossível resolver os problemas com o mesmo pensamento que foram criados”. Sabedoria!

O Design Thinking é um novo pensar sobre os problemas da área. É pensar de forma multidisciplinar. É buscar outros problemas dentro do mesmo problema. É provocar novas saídas, colaborativamente e via experimentação.

Mundialmente o tema é conhecido. No Brasil, desde 2009 com o incentivo vanguardista da ESPM. Pensar fora da caixa, de maneira não dedutiva ou causalista, é a proposta do Design Thinking. Manter as portas abertas e desafiar a origem do problema. E porque não, criando outros problemas.

É certo que nem todos podem deixar de lado a forma convencional de pensar. A maneira pela qual resolvemos os nossos dias, todos os dias há gerações.

O médodo consiste em algumas etapas:

1- Imersão, buscar conhecer a superficialidade e profundidade do tema

2- Análise e Síntese, realizar as relações possíveis e multiplicar os caminhos do problema

3- Ideação, buscar as soluções factíveis

4- Prototipação, desenvolver caminhos realizáveis para resolução criativa do problema inicial.

Vale a pena conhecer melhor esta maneira de abrir a caixa criativa que temos fechada dentro de nós.

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