Se o FBI pode fechar sites, para que serviriam as leis antipirataria?

Internautas consideram ação contra o Megaupload uma represália contra o adiamento do SOPA. Governo nega relação entre as duas coisas.

Instantes depois do anúncio do fechamento do site Megaupload, milhares de manifestações na web classificavam a ação como uma represália ao adiamento da votação do SOPA, projeto de lei norte-americano que estava em trâmite no Senado.

Apesar da aparente relação, os órgãos governamentais negam o fato. O caso do Megaupload possui alguns agravantes além das denúncias de violação de direitos autorais — seus proprietários são acusados de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Coincidência ou não, o fato é que o fechamento do Megaupload teve repercussão direta entre os sites de compartilhamento de arquivos. Temendo ações judiciais, diversos deles estão deletando arquivos, suspendendo contas com conteúdo ilegal ou ainda bloqueando IPs.

Assim, mesmo com o SOPA sendo adiado, muitos internautas se perguntam: que diferença fez o protesto de gigantes como a Google e a Wikipédia se, na prática, o governo federal pode, da maneira que bem entender, fazer valer as suas vontades?

Fonte: Tecmundo

Brasil registra 159 ataques em 24 horas

O Brasil entrou na rota dos piratas da internet. Sites brasileiros sofreram, nas últimas 24 horas, 159 ataques, de acordo com o monitor da web em tempo real da consultoria Akamai.

Hackers fazem um movimento mundial para derrubar páginas da web como forma de protesto contra ações do governo dos Estados Unidos de conter a pirataria na internet, como o fechamento do Megaupload, maior site de compartilhamento de dados do mundo.

O grupo Anonymous no Brasil informou ter feito ataques durante a madrugada a domínios que pertencem ao governo do Distrito Federal, o df.gov.br. Por volta do meio dia, no entanto, o site institucional funcionava normalmente.
Outro grupo hacker, o Ghost of Threads, assina a invasão ao site da cantora Paula Fernandes, da gravadora Universal Music. O site internacional da gravadora, aliás, também está inacessível desde sexta-feira. A página da cantora ficou fora do ar até por volta das 13 horas e trazia uma mensagem em inglês dos invasores: “Se o Megaupload caiu, você também caiu.

Grupos hackers vêm promovendo uma série de ataques na última duas semanas. Na noite de sexta, os piratas invadiram a página da presidência da França, que agora voltou ao normal. Na quinta-feira, eles derrubaram o site do Departamento de Justiça norte-americano, ao qual está vinculado o FBI. O órgão de investigação tirou do ar o Megaupload e prendeu o fundador da empresa, Kim Schmitz, por violação às leis norte-americanas antipirataria.

De acordo com o monitor da Akamai, os países onde houve maior número de ocorrências nas últimas 24 horas, foram os Estados Unidos (335), Taiwan (218), Rússia (180) e China (168). Em seguida vem o Brasil. Na Europa, foram 280 ataques.

Entenda o caso – A discussão sobre o combate à pirataria na internet se intensificou nas últimas duas semanas nos Estados Unidos, por causa de propostas de nova legislação sobre o tema e da ação do FBI, em parceria com a polícia da Nova Zelândia, para fechar o Megaupload.

A ofensiva contra os piratas desencadeou dois tipos de resposta. Os gigantes do mundo digital, como Google e Facebook, se disseram simpáticos às medidas antipirataria, mas ponderaram que é importante impedir que novas leis extrapolem esse objetivo e se tornem ferramentas de cerceamento da internet, ao mudar a lógica e a arquitetura da rede. A pressão fez com que dois projetos sobre o assunto, os já célebres Sopa e Pipa, fossem retirados da pauta do Congresso americano.

De outro lado, grupos hackers, contrários a qualquer tipo de controle, lançaram mão de suas tradicional arma, a invasão de sites. Nesse caso, contudo, o discurso “libertário” não faz mais do que dar suporte a uma atividade criminosa.

Fonte: Revista INFO

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