Anonymous promete “Março Negro” na internet

Grupo planeja uma série de ações em protesto ao SOPA, PIPA e ACTA.

(Fonte da imagem: Isape)

O mês de março promete ser tumultuado na internet. O Anonymous está convocando todos os adeptos da ideia a participar de uma série de protestos durante todo o mês, tanto no mundo virtual quanto no mundo real.

A proposta é que durante os 31 dias as pessoas não comprem jornais e revistas, não baixem músicas, legal ou ilegalmente, não comprem livros, não assistam a filmes no cinema e evitem comprar jogos e DVDs.

O intuito da “Operação Março Negro” é causar um impacto na indústria de entretenimento, de forma a protestar contra as propostas do SOPA, do PIPA e do ACTA. A ação deve ter escala mundial e mais detalhes sobre a iniciativa serão revelados ao longo do mês.

Fonte: Tecmundo

Manifestantes contra ACTA fazem abaixo-assinado mundial para impedir aprovação da lei

Os internautas estão preocupados com outra lei que pode acabar com a distribuição de conteúdos não autorizados na Internet:o ACTA, Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acordo Comercial Anti-Contrafação).

Manifestante fazem abaixo-assinado contra outra lei que pode proibir compartilhamento de conteúdo na internet (Foto: Divulgação)

O ACTA é um acordo global, que não deve contar com o apoio do governo brasileiro. Este acordo pode permitir que corporações censurem conteúdos distribuídos pela Internet. O ACTA cobriria inicialmente os Estados Unidos, União Europeia e outros nove países, e então se expandiria para o resto do mundo.

Se aprovado, o ACTA pode proibir o compartilhamento de um artigo de jornal ou de enviar um vídeo que possua uma música com direitos autorais.

Segundo os manifestantes, o acordo é negociado secretamente por alguns países e por corporações, que poderiam policiar as movimentações dos internautas e até decretar a prisão de alguns.

O movimento anti- ACTA começou com uma campanha para conseguir pelo menos 500 mil assinaturas contra o projeto, que está em tramitação em alguns parlamentos de países da comunidade europeia e de outros países. O abaixo-assinado é organizado pela ONG internacional Avaaz e deverá ser entregue em Bruxelas, na Bélgica, pouco antes da votação da ACTA.

Vale lembrar dos projetos de lei, SOPA e PIPA, que visam combater a pirataria na internet que foram retirados da pauta do congresso dos Estados Unidos.

Fantasma do SOPA ainda vive, e agora se chama ACTA

Acordo internacional assinado em segredo prevê leis mais rígidas para defesa de direitos autorais e combate à pirataria.

No último final de semana, enquanto o mundo respirava aliviado após o arquivamento do SOPA, um grupo de países que inclui o Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia assinou o ACTA. O pacote que também prevê leis mais rígidas para defesa de direitos autorais e combate à pirataria é menos abrangente que a lei americana, mas igualmente incisivo.

Tomando apenas o lado dos detentores e criadores de conteúdo, o Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acordo de Comércio Anti-Pirataria) estipula que os países signatários criem leis nacionais mais rígidas, que garantam a retirada de conteúdo ilegal da internet. Para isso, a privacidade de usuários pode ser invadida e o infrator pode se ver obrigado a ressarcir parcelas de lucro, além de receber multas e penas legais.

O ACTA também aumenta a gravidade de crimes como a gravação de imagens a partir de telas de cinema ou a quebra de mecanismos de DRM, que garantem a legitimidade dos conteúdos executados pelos usuários. A vigilância na distribuição física de conteúdo pirateado também seria intensificada.

Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o ACTA é um segredo de segurança nacional. Isso explica o porque o projeto seguiu – e continua correndo – em segredo, com partes de seu texto sendo liberados por meio de vazamento na internet. De acordo com especialistas, o pacto pode ser empurrado para os países mais pobres em troca de vantagens comerciais.

Segundo o Itamaraty, o Brasil não assinará o ACTA. De acordo com Kenneth Félix Haczynski, diretor da Divisão de Propriedade Intelectual do órgão, o pacto tem pouca legitimidade por ter sido negociado de forma restrita. Segundo ele, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o acordo não deve ser importo ao nosso país.

Fonte: TecMundo
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