PagSeguro lança serviço de NFC no Brasil, para pagamentos via celular

Realizar pagamentos pelo celular, como pagar o ingresso de um cinema, ou um café, já é uma realidade aos brasileiros desde 2006, graças a serviços como o Oi Paggo. Mas nesta segunda-feira (09), uma nova forma de se fazer isso – até então só usada lá no exterior – finalmente chegou ao Brasil. A PagSeguro apresentou um novo sistema que utiliza a nova tecnologia NFC (Near Field Communication). Desenvolvido em parceria com a Nokia, a ideia é fazer e receber pagamentos apenas aproximando os aparelhos celulares, mais ou menos como a tecnologia existente nos cartões de ônibus e metrô de algumas grandes capitais.

Desenvolvido inicialmente para os sistemas MeeGo (presente no N9) e Symbian (no Nokia 701 e Nokia C7), o novo aplicativo PagSeguro NFC permite que o usuário e comércios adotem o celular como uma opção para o dinheiro em papel ou cartões.

O que é NFC? E como funciona o PagSeguro NFC?

O NFC (Near Field Communication) é uma tecnologia que permite a troca de informações através da aproximação de dois dispositivos. No caso do PagSeguro NFC, são necessários dois celulares (o vendedor e o comprador) para que a transação seja efetuada. Por meio do aplicativo, basta que o vendedor digite o valor que será debitado do comprador e aproximar os dois aparelhos. Feito isso, o comprador visualizará o valor, fará a escolha da forma de pagamento (cartão de crédito ou crédito PagSeguro) e autorizará a transação. Por utilizar a rede 3G ou EDGE do celular, a transação é aprovada ou recusada no mesmo instante, bem semelhante ao que já acontece com as máquinas tradicionais de cartões.

O aplicativo também permite visualizar relatórios de pagamento, assim como acontece em faturas do cartão de crédito, e gerar estorno de valores com a mesma rapidez que o pagamento. Rapidez, aliás, que transforma o sistema em algo competitivo com os sistemas tradicionais. Por se tratar de um sistema que possui menos riscos do que a compra via internet, a empresa garantiu que o novo sistema terá taxas semelhantes aos meios tradicionais.

CONFIRA A GALERIA DE FOTOS MOSTRANDO O FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO

Quando questionados sobre a segurança, a equipe do PagSeguro explicou que por usar o sistema de transação da empresa, nenhuma informação vital dos cartões de créditos transitam de celular para celular, garantindo a segurança das informações tanto para comprador quanto para vendedor.

As vantagens e desvantagens do pagamento via NFC

Por se tratar de um sistema que pode ser integrado aos celulares, o PagSeguro NFC se sustem com três pilares: Facilidade de uso, segurança e comodidade. No primeiro quesito, a nova tecnologia garante que qualquer pessoa pode usar o pagamento, desde que tenha costume de usar um celular.

No caso da segurança, por usar o sistema PagSeguro como intermédio, os dados do cartão de crédito não ficam expostos em nenhum momento. Para quem já teve o cartão clonado, sabe quanta utilidade isso tem. Outra vantagem do serviço implementado pelo PagSeguro é o tamanho da carteira multibandeira do sistema, além de permitir o pagamento com créditos do PagSeguro.

O objetivo inicial do serviço é atingir estabelecimento com ticket médio-baixo (por volta dos R$ 100,00), o que inclui restaurantes, cafés, cinemas e outros comércios. Por isso, por enquanto, o aplicativo não permitirá o parcelamento de valores. Apesar de não exigir que o vendedor possua um CNPJ, o PagSeguro promete algumas vantagens para aqueles que são comércios fixos, entre eles o sistema de comodato dos aparelhos, já que por se limitar a uma pequena fatia do mercado, inicialmente o projeto pode não parecer atrativo para pequenos comerciantes.

Mas uma desvantagem dessa tecnologia é que o sistema de NFC ainda não está tão presente em smartphones vendidos no Brasil. Além disso, esse sistema da PagSeguro funciona apenas – por enquanto – em telefones Nokia com MeeGo ou Symbian, como o Nokia N9, o Nokia C7 e o Nokia 701.

E tem outro detalhe: o sistema apresentado pelo PagSeguro exige a autenticação do pagamento via 3G ou rede EDGE. Qualidade que, em alguns casos, pode se tornar uma desvantagem.

O futuro dos pagamentos via NFC no Brasil

Se o NFC agiliza significativamente os pagamentos, por que não criar hotspots de pagamento? Segundo equipe do PagSeguro NFC, os sistemas presentes no mercado brasileiro ainda são muito caros, o que inviabiliza a implementação do sistema fora dos celulares. No entanto, não é descartado a parceria com empresas do ramo.

Apesar da parceria com a Nokia ter uma grande vantagem estratégica, o PagSeguro deixou claro que já pensa na implementação do sistema para outros modelos e sistemas operacionais, assim que forem mostradas soluções de NFC em outras marcas. Coisa que não deve demorar a acontecer, já que vemos celulares Android ganhando a tecnologia e rumores dizem que a Apple tem interesse neste mercado para o seu iPhone.

Galaxy Nexus tem NFC em sua bateria

Conhecido por desmontar os mais variados produtos da gigante da maçã, o site iFixit também abre outros eletrônicos não fabricados pela Apple que, por algum motivo, ganhem atenção extra da mídia. Essa semana eles expandiram essa lista de produtos abertos com o novoGalaxy Nexus, o mais novo Android fabricado pela Samsung, lançado pelo Google em outubro.

Galaxy Nexus, desmontado pelo iFixit (Foto: Reprodução/iFixit)Galaxy Nexus, desmontado pelo iFixit (Foto: Reprodução/iFixit)

Além de vender ferramentas para reparos de eletrônicos, o iFixit abre aparelhos para definir qual o nível de dificuldade em repará-los, além de criar guias de como isso deve ser feito. No caso do Galaxy Nexus, o fato de a bateria ser removível já contou pontos à favor, diferentemente de alguns novos smartphones como o Motorola RAZR e o iPhone 4S, por exemplo.

Ainda na bateria, o iFixit notou que o sensor de NFC é colado nela, embora fique protegida por uma capa metálica. A remoção dessa placa revela o sensor, que usa os contatos da bateria para emitir as informações de volta ao aparelho, junto com a energia.

O índice de “reparabilidade” dado ao Galaxy Nexus pelo iFixit foi 6 de 10. Dois itens que impediram que a nota fosse mais alta, como o fato do painel de vidro estar soldado à tela de AMOLED (o que indica que, se o painel for quebrado, toda a tela precisará ser trocada); e o fato de o painel traseiro, que dá acesso à placa-mãe do aparelho, precisar de uma força descomunal para ser aberto.

Veja o desmanche completo nesse link.

Fonte: TechTudo

SIM card com NFC de fábrica

GSM Association anunciou em Hong Kong  durante um congresso que 45 das maiores operadoras de telefonia móvel do mundo se comprometeram a implementar soluções e serviços baseados em um novo modelo de SIM Card com tecnologia NFC (Near-Field Communication).

O consórcio inclui bandeiras como a AT&T, Deutsche Telekom (prima da T-Mobile), Vodafone e Verizon. O objetivo destas e outras operadoras pelo mundo é tornar o chip com a tecnologia NFC no padrão para a indústria o mais prontamente possível.

Apesar de figurar em outros países além dos EUA, China e Japão apenas como notícia, a tecnlogia que favorece a rápida expansão de novos serviços como o Google Wallet carece de fato de regulações no protocolo da tecnologia para que possa finalmente vingar.

China Telecom, uma das grandes operadoras do grupos, já oferece chips com serviços contendo a tecnologia e deve ser uma das principais fontes de conhecimento ao compartilhar suas bem sucedidas experiências com a NFC.

Diferentemente do Google, que não é uma operadora de telefonia, a China Telecom pode oferecer informações valiosas sobre como a integração de protocolos de segurança globais deve acontecer de acordo com a demanda de cada operadora e seus diferentes mercados.

O objetivo principal da tecnologia NFC é trazer segurança para a próxima grande onda do mercado mobile, que é a adição de funcionalidades que possam favorecer o transações financeiras a partir de aparelhos celulares, smartphones e também tablets.

Das maiores preocupações no desenvolvimento dessas diretrizes, figuram questões como a clonagem. A facilidade com que isso pode ser feito atualmente é um dos principais argumentos  daqueles que ainda se posicionam de maneira cética diante da implementação de um passo tão grande para o setor.

Em agosto deste ano um hacker alemão (Karsten Nohl) tirou o sossego das operadoras e derrubou o queixo de consumidores pelo mundo quando demonstrou o quão fraca e porque não até mesmo desrespeitosa pode ser a mecânica de encriptação e infra-estrutura de segurança das operadoras. Quais seriam os formatos ideais para a segurança do novo chip?

A nova convenção já traria consigo a responsabilidade de responder não apenas essas questões, mas também viria imbuída de uma complexa obrigação em reparar a reputação de praticamente todas as operadoras na questão da segurança de um novo formato, em um momento cuja aquela do formato atual não é lá grandes coisas.

Por outro lado, a iniciativa nos leva a pensar que a problemática da falta de aparelhos com suporte à tecnologia seja finalmente resolvida, uma vez que virtualmente qualquer aparelho com suporte à GSM poderia integrar-se da nova tecnologia.

NFCNFC

Google ao criar o Walltet baseado em NFC acabou impingindo, talvez de maneira compulsória e não intencional, um paradigma de que uma nova geração de aparelhos precisaria ser criada para receber a tecnologia.

Essa é uma conjectura que possivelmente cairá com o resultado dos primeiros protocolos criados pelo conglomerado, sabe-se lá para quando mas espera-se que, em breve.

Serão negociações delicadas ante o jogo de egos e vantagens competitivas que cada grande operadora vai buscar preservar e/ou atacar contra seu concorrente imediato. Eu me pergunto por exemplo como a Verizon, que cuja linha tem uma oferta basal de aparelhos exclusivamente com tecnologia CDMA e LTE (4G) e que não utilizam SIM Cards, poderá colaborar com a promoção do novo chip.

Fala-se também na utilização do chip com tecnologia NFC em televisores, geladeiras, outros eletrodomésticos e até em publicidade urbana, desdobrando a seara de complicações e especulações para níveis ainda mais desafiadores.

Como se essa parte do desafio já não fosse complexa o bastante, a GSMA também anuniou que trabalhará junto a parceiros e grandes houses de desenvolvimento para a criação de aplicativos que utilizem a tecnologia NFC já durante o desenvolvimento do formato. O que deve adicionar ainda mais ao debate.

Fonte: Tecnoblog

Ação da Coca-Cola e Google funciona integrada com Google Wallet e tecnologia NFC

As vending machines touch-screen já estão por aí (leia-se Estados Unidos), inclusive com uma social – em que você pode dar refrigerante de presente aos amigos – apresentada pela Pepsi em abril desse ano.

Mas nessa demonstração da Coca-Cola e do Google (abaixo), você compra uma bebida sem botar a mão no dinheiro ou caçar moedinhas no bolso. A máquina funciona integrada com Google Wallet e tecnologia NFC.

A previsão é de que as primeiras vending machines desse tipo sejam testadas nas Olimpíadas do ano que vem.

 

Fonte: Simpley Zesty

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