GEEK.ETC.BR uma loja nerd em São Paulo

Atenção maníacos Paulistas, São Paulo recebe loja da Livraria Cultura dedicada exclusivamente ao público geek.

Hoje a Fernanda Felício do blog anyotherthing e eu visitamos a nova loja da Livraria Cultura voltada para o público nerd, a GEEK.ETC.BR.

A loja é pequena se comparada a mega tradicional loja da Cultura também localizada no Conjunto Nacional, na avenida Paulista. Todavia, mantendo o padrão de bom atendimento da Livravria os atendentes são além de atenciosos, profundos conhecedores dos produtos em exposição. Já pensando em escrever uma matéria sobre o local fui disposto a servir de beta tester para os maníacos de plantão. Para a minha grata surpresa eles estão por dentro da cultura nerd, e muito além disso. Ele citam referencias nerds  tanto culturais como comerciais em relação aos seus produtos. Quase tive um orgasmo!

Pensando em geração Y, somos um mercado que não se contenta com o preço nacional e não vê muitas dificuldades em buscar nossas vontades em sites estrangeiros, realizar pedidos à milhares de quilômetros de distância ou esperar do lado de fora de uma loja por horas e com chuva para adquirir aquele celular, jogo, livro, DVD, brinquedo e ou HQ tão esperado.

O fato de o local ter pouco mais de 200 metros quadrados dividídos em 2 andares com ótimo atendimento torna o local bem intimísta. A escada espiral leva você para o andar das HQ’s e mangás, esses últimos disponibilizados em caixas horizontais no maior esquema “loja do Stuart” de The Big Bang Theory. Outro ponto positivo é a decoração do local, com belos pôsters e um Batman em tamanho (mais que) real.

O Bruce Wayne Batman é mais alto do que eu imaginava…

Geek.Etc.Br promete virar um espaço obrigatório pra qualquer nerd que dê uma passada pela Avenida Paulista. Mas uma coisa é certa: o público é exigente e vai querer exclusividades ou coisas interessantes pelo preço que é cobrado. A localização filtra o público e os preços são de shopping. Pagamos por um atendimento diferenciado e um local agradável, portanto esperamos constantes atitudes diferenciadas daqui pra frente. Lançamentos exclusivos, madrugadas de pré-venda, brindes divertidos, tardes de autógrafos… as opções são inúmeras.

Clique nas imagens da galeria para amplia-las!

Finalmente depois de tantas lojas de MERDA uma loja de NERD em São Paulo!

Games agora são reconhecidos como cultura para a legislação brasileira

Amigos gamers, eu vi esta matéria no TechTudo, e pulei de alegria, então quero compartilha-la com vocês!!! Afinal é sempre bom publicar notícias boas né?!

O Brasil finalmente conseguiu dar largos passos no mercado de entretenimento eletrônico. Os games já são considerados pela legislação brasileira como cultura. Quadro bem diferente do que o anterior, quando eles eram considerados jogos de azar – fator que também contribuía e muito para que os jogos eletrônicos sejam lançados com um preço elevado no Brasil, graças aos altos impostos.

GodofWar2God of War 2

Este trabalho aconteceu grande parte pelo esforço de uma iniciativa chamada “Jogo Justo”. Além de conseguir a façanha de fazer com que os games se tornem um produto cultural, o projeto contribuiu para que a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) se tornasse isenta para os games. A decisão foi aprovada em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, mas ainda conta com mais duas etapas: será analisada pelas comissões de Constituição e Justiça e Cidadania e Finanças e Tributação.

Entre outras ações, o projeto também contribuiu para que lojas de varejo fizessem promoções especiais como o “Dia do Jogo Justo”, que simulava a venda de jogos sem aplicação de impostos e tributos brasileiros. Aparentemente, este tipo de iniciativa causou o barulho necessário para que as coisas mudassem.

Entre as novidades para os profissionais ligados ao mercado de games no Brasil, está a possibilidade de participar de Lei de incentivo cultural Rouanet. Ela permite que empresas e desenvolvedores utilizem o dinheiro que seria aplicado no pagamento de impostos para ser convertido em produção ou recursos para a criação de jogos.

Logo da campanha Jogo Justo (Foto: Divulgação)Logo da campanha Jogo Justo (Foto: Divulgação)

Claro que, para todas essas mudanças, também não podemos tirar os créditos também das grandes empresas e fabricantes, que em passos largos caminham para se estabelecerem de forma cada vez mais enraizadas no Brasil. É o caso da Microsoft e Sony. Ambas aumentaram o número de jogos lançados em português brasileiro (com legendas ou dublagem), além de lançarem os seus consoles oficialmente por aqui. No caso da Microsoft, até a fabricação do console foi transferida para a Zona Franca de Manaus.

Para entendermos melhor como funcionou este processo, fizemos algumas perguntas para Moacyr Alves, o criador do projeto “Jogo Justo” e presidente da Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games (ACIGAMES).

MoacyrAlvesMoacyrAlves

TechTudo: O que foi necessário fazer para que os jogos finalmente fossem aceitos como produtos culturais?

Moacyr Alves: Isso foi resultado de um trabalho iniciado no começo deste ano (2011) em conjunto com o Ministério da Cultura. Nós conhecemos o diretor do Ministério da Cultura, Bruno M., no workshop do governo para o setor de games, e lá já começamos as articulações sobre a mudança de categoria. Meu primeiro comentário com ele foi: “Se musica e cinema são considerados cultura, porque os games não são?”. E comecei a conversar com Bruno sobre todo o processo criativo dos games. Na hora o diretor concordou e nos prometeu ajudar em atribuir  os games como produtos culturais. Após cinco meses de conversas e algumas reuniões em Brasília, ai está o resultado.

TechTudoVocê acredita que o mercado de games brasileiro de games pode se desenvolver tanto quanto o da música ou cinema? Porque?

Moacyr Alves: Com certeza. E já estamos nos movendo para isso. Nesse sentido, acho fantástico estar na ACIGAMES. Você vê claramente o quanto estamos caminhando a passos largos. Somente neste mês eu tive mais de 12 reuniões com editoras, membros da indústria, investidores e outras pessoas de setores ligados aos games. Todos eles dizem que o Brasil é a bola da vez e que estamos deixando muitas pessoas de queixo caído. A grande verdade é que temos que nos preparar bem, para não crescer descontroladamente e sem metas. Para isso, estamos preparando muitas novidades para o próximo ano, como workshops voltados para os empresários de games, eventos mais elaborados e também nos preparando profissionalmente para entrar no mercado mundial de games. Muitas pessoas duvidam da força do Brasil nesse sentido, principalmente o próprio brasileiro. Estando onde estou, fico muito feliz em ver como as coisas caminham. O porquê disso tudo é bem visível: os EUA estão em plena recessão por causa da crise. A Europa, nem se fala. Onde é o país que está em pleno crescimento econômico e onde as pessoas tem um grande poder de compra? Que as empresas sejam bem vindas ao Brasil.

TechTudo: Quais são os próximos passos do projeto “Jogo Justo”?

Moacyr Alves: Ainda temos muito que fazer. Nossa primeira premissa ainda não foi cumprida, que era a redução de preço dos jogos em geral. Ao longo do tempo você aprende que tem muito mais setores e pessoas com quem você tem que conversar para conseguir a redução. Conseguimos algumas pequenas vitórias, mas o caminho ainda é longo, apesar de já estar bem trilhado. Mudamos a categoria dos games, ou seja, já não são mais jogos de azar. O próximo ano promete muito mais. Não podemos falar muito, como sempre, porem já adianto que no meio de 2012 o desenvolvedor brasileiro de games vai ter muito o que comemorar. Esse é outro quadro que estamos trabalhando muito. Quem sabe em março, na Alemanha, não conseguiremos falar direto com nossa presidenta sobre esses assuntos?

GAME ON – A dica do final de semana

Este domingo eu resolvi fazer um passeio cultural ao MIS (Museu da Imagem e do Som), pois uma amiga me indicou uma exposição interativa de games eu chantageei-a convidei-a à ir comigo.

Com origem no Reino Unido, a Game On chega ao solo brasileiro na sua primeira edição depois de passar por 10 países do globo. Na mostra há seções para todos os gostos, são 11 compartimentos que são divididos entre crianças, adultos, história das revistas especializadas em games, trilha sonoras de jogos, a evolução dos games junto com a tecnologia, entre outros.

A exposição é uma boa oportunidade para você conferir grandes clássicos dos jogos, como Computer Space, Pinball, Space Wars, Pachinko, Pacman. Quem tiver o interesse em relembrar videogames antigos, também encontrará um espaço especialmente dedicado aos saudosos consoles desde 1972.

Na Game On, o visitante conhece desde os primeiros fliperamas, como o “Pong” (primeiro, feito em 1972) que no Brasil é conhecido como “Tele Jogo“, até elementos que representam as tecnologias mais avançadas na área de games, como o jogo “Child of Eden” para Kinect, do Xbox.

A exposição peca por não conter maiores informações, ou ilustrações, tampouco uma time-line de games e consoles, sendo assim uma exposição para game-maniacos e não pra leigos. Todavia sendo uma exposição interativa vale a nostalgia de jogar novamente alguns jogos que marcaram época.

A Game On fica no Museu da Imagem e Som até o dia 8 de janeiro de 2012, e os ingressos têm o valor de R$ 10 (Inteira) e R$ 5 (meia).

O MIS fica na Avenida Europa, 158 – Jardim Europa (SP). A exposição acontece de terça a sexta, das 12h até às 20h. Aos domingos, sábados e feriados, ele abre das 11h até às 21h.

Eu achei um infográfico como você já imaginava com time-line legal que mostra a evolução dos games… coisa que faltou na exposição.

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