Tudo é temporário, líquido.

Momento filosofia.

Revisitei alguns textos e livros neste fim de semana e me deparei com o mestre Zygmunt Bauman, pensador contemporâneo de 85 anos e com a mente focada nas questões do homem.

Segundo Bauman Tudo é temporário. É por isso que sugere a metáfora da “liquidez” para caracterizar o estado da sociedade moderna, que, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de manter a forma.

Nossas instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades “auto-evidentes”. É verdade que a vida moderna foi desde o início “desenraizadora” e “derretia os sólidos e profanava os sagrados”, como os jovens Marx e Engels notaram. Mas, enquanto no passado isso se fazia para ser novamente “reenraizado”, agora as coisas todas – empregos, relacionamentos, know-hows etc.- tendem a permanecer em fluxo, voláteis, desreguladas, flexíveis.

Num mundo com excesso e pouco ao mesmo tempo, não podemos fugir do consumismo e das ilusões, mas acredito que é importante, ao menos, estar consciente.

Para saber mais leiam o ótimo “Vida para Consumo – A transformação das pessoas em mercadoria.”

Abaixo disponibilizo uma entrevista sensacional com Bauman. Aproveite.

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